Guabijú



GUABIJÚ

Nome científico: Myrcianthes pungens

Nativa brasileira, atualmente já é bastante encontrada em outros países da América do Sul como Argentina e Paraguai. Árvore que não ultrapassa os 3m de altura, a Guabijú é muito bonita, possui tronco lenhoso, bem tortuoso e copa bastante densa que oferece pouso para muitas espécies de pequenos pássaros.

As brotações novas são avermelhadas. As folhas são pequenas, de um verde profundo. A floração ocorre entre outubro e novembro e atrai abelhas, pois é melífera. Os frutos têm casca aveludada, tão roxa que parece negra. São ricos em antioxidantes e saborosíssimos, podendo ser consumidos ao natural ou no preparo de geleias, sorvetes e licores. Na medicina popular é indicado para tratar desinterias e para regularizar as funcões intestinais.

Muito rústica e decorativa, é uma árvore que além de ser boa para pomares domésticos também pode ser aproveitada em reflorestamento e paisagismo. Gosta de solos drenados, ricos em matéria orgânica, frutifica bem a pleno sol, mas pode ser plantada a meia sombra. Adapta-se bem a regiões tropicais e subtropicais.



Jabuticabeira Hibrida Precoce.

Nome científico: Myrciaria cauliflora ou Plinia cauliflora

A jabuticaba hibrida é mais precoce e produz mais vezes por ano do que as espécies puras. Seus frutos são doces e muito apreciados. Pode ser cultivada em vasos! Nativa da Mata Atlântica, é árvore cujo nome deriva do tupi, porém com algumas possibilidades etmológicas, dentre as quais a que mais parece fazer sentido é ïapotï'kaba, que significaria "frutas em botão". Também é muito precoce em relação às demais. Além de ser uma ótima opção para quem cultivar jabuticaba em vasos!

Muda com aproximadamente 20cm, equivalente à segunda foto.

Dificilmente ultrapassa os 6m de altura quando cultivada em campo, possui tronco liso muito ornamental que pode descamar. As folhas simples formam uma bela copa. Nos meses quentes produz, aglomerados nos ramos, grande quantidade de frutos de casca negra e polpa branca aderida à única semente. São consumidos principalmente in natura, ou na forma de geleia, suco, licor, aguardente, vinho e vinagre.

Na polpa estão presentes ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas.

Na casca escura existem teores de pectina e a peonidina, além de antocianina, responsável pela coloração azul-arroxeada da jabuticaba que serve para atrair os passarinhos, principais perpetuadores da espécie. Essa mesma antocianina possui ainda potente ação antioxidante, ajudando a eliminar moléculas instáveis de radicais livres do organismo, facilitando também a estabilidade do nível de açúcar no sangue dos diabéticos. Na medicina caseira o chá da casca é usado como tratamento para diarreias e disenterias, bem como para inflamações crônicas nas amídalas (nesse caso recomenda-se gargarejo do chá).

A jabuticabeira é uma árvore de calor, de clima tropical ou subtropical úmido. Pode ser cultivada ao nível do mar. Não suportam secas prolongadas e suportam geadas leves. Regiões de seca será preciso regar a planta ou fazer irrigação controlada. Recomendamos a compra de dois exemplares da muda para uma quantidade maior de produção.

A muda de Jabuticabeira Hibrida adquirida em nosso site produz entre 4 e 6 anos por ser uma hibridação.

Apresenta crescimento relativamente bom e rápido comparado as outras espécies. Precisa que o solo tenha boa fertilidade natural, com capacidade tanto para reter água quanto para drenar rapidamente águas de chuva. O plantio deve ser em solo fértil, em pleno sol ou meia sombra. O solo deve ser composto com matéria orgânica. Esta muda tem exigência de irrigação constante. Para garantir que toda a água seja absorvida e atinja as raízes, o sistema de irrigação por gotejamento é indicado. A terra deve ser preparada com adubo orgânico, calcário e cinzas de madeira. Em vaso, misture terra vermelha, uma parte de areia e esterco curtido. Adicione uma camada de pedrisco para uma boa drenagem do vaso. Irrigue diariamente, mas evite o encharcamento. Deixar o vaso em local de boa luminosidade. Deve-se fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa e para controle da formação da árvore.


Mudas De Guabiroba Amarela

Gabiroba? Que planta é essa?

A gabiroba (Campomanesia xanthocarpa) é um fruto da família Myrtaceae (a mesma da jabuticaba, do jambo e da pitanga), cujo nome origina-se da língua tupi wabi (comer) e rob (amargo) ou também “fruto da casca amarga”. É também conhecida popularmente por outros nomes, como por exemplo: guabiroba, araçá-congonha e guavira, como é chamada no Mato Grosso do Sul.

Ela é uma planta nativa com diversas espécies, muito comuns em regiões tropicais não só na Mata Atlântica, como também em outros países como Argentina e Uruguai. Predominante do cerrado, a gabiroba é uma planta rústica cultivada em pleno Sol.

Dentre as espécies mais conhecidas, a Campomanesia xanthocarpa é a mais pesquisada devido às suas propriedades medicinais e benefícios para a saúde. Além do uso na medicina, a gabiroba tem sido muito procurada para o paisagismo urbano e recuperação de áreas degradadas.

Por isso é tão importante conhecer e plantar não só a gabiroba, mas também as demais espécies de plantas nativas que estão ameaçadas de extinção.

Tambem Podem ver nossa Lista de Mudas – https://olimpomudas.com/index.php/lista-de-mudas/

Como fazer mudas de gabiroba?

A gabiroba, ou guavira como é chamada no Mato Grosso do Sul, é um fruto muito saboroso e é consumida na forma in natura, exceto a casca que possui sabor amargo. O comércio deste fruto é restrito, pois existem alguns fatores pós colheita que dificultam o transporte e armazenamento, bem como a dificuldade na formação das mudas.

Segundo especialistas, existem duas variedades da gabiroba:

  • Arbórea: conhecida por gabiroba amarela ou do mato, podem atingir até 10 metros de altura e o tronco pode ultrapassar 40 centímetros de largura;

  • Rasteira: popularmente conhecida como gabiroba rasteira ou da praia, caracteriza-se por uma planta arbustiva que pode atingir mais de 1 metro de altura e rama lateral abundante.

Como dito anteriormente, trata-se de uma planta rústica, típica do cerrado, onde o índice de precipitação pluviométrica fica abaixo da média, é resistente a geadas e cultiva bem em qualquer altitude.

Plantio de gabiroba

O plantio se dá através das sementes que, devido ao fato de serem recalcitrantes, deverão ser semeadas imediatamente após a sua extração, pois não toleram a desidratação e perdem a capacidade germinativa quando secam. Diferente de outras plantas que precisam ter as sementes secas para serem plantadas.

Para extrair as sementes, deve-se colher os frutos maduros e saudáveis, esmagá-los e retirar as sementes, as quais devem ser lavadas em água corrente para remoção da polpa.

As sementes devem ser colocadas sobre um jornal para secarem por aproximadamente 2 horas no máximo e depois plantá-las em sementeiras com substrato rico em matéria orgânica. Entre 10 a 40 dias, as sementes germinarão e estarão prontas para serem plantadas em seus locais definitivos, no início da estação chuvosa.

Tipo de solo

A vantagem de se plantar gabiroba é que elas são resistentes a períodos de estiagem e se desenvolvem bem em qualquer tipo de solo, até mesmo os pobres e arenosos do cerrado brasileiro. No entanto, aconselha-se a plantá-las em pleno sol e em lugares livres de encharcamento nas épocas chuvosas.

A gabiroba também pode ser plantada em vasos de 50 cm de altura e no mínimo 30 cm de largura, utilizando substrato de terra vermelha (50%), areia (30%) e matéria orgânica (20%).

Floração e colheita

A gabiroba cresce lentamente e não é necessário nenhum cuidado especial, a não ser cobri-la com uma serragem de madeira para que não cresçam ervas daninhas que podem prejudicar o seu crescimento.

Com relação à floração e à colheita, a gabiroba rasteira começará a produzir a partir do terceiro ano, enquanto que a gabiroba arbórea começará a dar frutos apenas após o quinto ano. Sua floração ocorre no período entre agosto a novembro e os frutos ficam maduros, prontos para o consumo entre setembro e dezembro.

Como resgatar a gabiroba nativa

Devido às queimadas que ocorrem nos cerrados, muitas plantas nativas que já estão em extinção acabam morrendo. Uma delas é a gabiroba que, muitas vezes, é perdida nessas ocasiões. Porém, existem pessoas que trabalham justamente no resgate dessas plantas, como é o caso do Frutíferas Orgânicas em vaso.

No vídeo ele encontra uma espécie de gabiroba que está numa área com risco de queimadas, por isso ele explica que irá remover preservando 10 cm da raiz para entregar a outra pessoa para fazer sobre o plantio.

No canal “Adoro plantar”, a Edileuza mostra como fez o plantio da gabiroba resgatada, o qual é feito de forma simples, pois como ela mesma explicou, a gabiroba é uma planta que não requer muitos cuidados, pois “se coloca muito adubo ela pode não gostar”.

Como plantar gabiroba em vaso?

Plantar gabiroba em vaso é simples e não requer muitos cuidados. Em outro vídeo do canal Frutíferas Orgânicas em vaso, ele planta uma muda de gabiroba em um balde, no meio de uma construção, com areia e terra retirados da própria construção, colocando apenas uma serragem por cima para não pegar praga.

Ele ainda insiste que a gabiroba não gosta de muito adubo, ou seja, não é necessário adubar, apenas plantar e molhar de vez em quando.

Frutos do cerrado, preserve!

Como falamos diversas vezes, a gabiroba é um dos frutos que está em extinção no nosso país, devido ao avanço da agroindústria de soja e gado, entre outros. Por isso trazemos conteúdos como este para incentivar o plantio e até mesmo o conhecimento desta planta e outras plantas, para que o nosso patrimônio natural não seja perdido de vez.

Assim como a gabiroba, outras plantas do cerrado, além de deliciosas servem de alimento para diversos animais, incluindo insetos que utilizam seus frutos na polinização e para colocarem seus ovos.

Os frutos do cerrado possuem ainda muitos nutrientes e propriedades medicinais que fazem com que o seu resgate e preservação sejam necessários para a sobrevivência do ecossistema.

Dessa forma, ficou mais do que claro o quanto precisamos nos interessar cada vez mais por este tipo de assunto e colocar em prática tudo o aprendemos por aqui. Vamos plantar?

Esperamos que tenham gostado do conteúdo e até a próxima!